sexta-feira, 10 de julho de 2026

Evangelho no lar Nº 42: Cap 5 - Bem aventurados os aflitos - Item 26 (Instruções dos Espíritos – Provas voluntárias. O verdadeiro cilício (martírio, tormento, sofrimento))

Auxílio ao Evangelho no Lar, com estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 5- Bem aventurados os aflitos - Item 26 (Instruções dos Espíritos – Provas voluntárias. O verdadeiro cilício (martírio, tormento, sofrimento))



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1ª parte: Prece de abertura:

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 121 – Espinheiros (Livro “Caminho verdade e vida”, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

“Nem se vindimam (colhem) uvas dos abrolhos (plantas de fruto espinhoso).” — JESUS (Lucas, 6.44)

O cristão é um combatente ativo.

Despertando no campo do Senhor, aturde-se-lhe (maravilha-se, surpreende-se) a visão com a amplitude e complexidade do trabalho.

Dificuldades, tropeços, cipoais (dificuldades), ervas daninhas…

E o Evangelho, com propriedade de conceituação, elucida (esclarece) que não se pode vindimar (colher uvas) nos espinheiros.

Entretanto, teria Jesus assumido a paternidade de semelhante afirmativa para que cruzemos os braços em falsa beatitude (felicidade)?

Se o terreno permanece absorvido pelos abrolhos (plantas de fruto espinhoso), o discípulo recebeu inúmeras ferramentas do Mestre dos mestres.

Indispensável, pois, enfrentar o serviço.

O Cristo encarou, face a face, o sacrifício pela Humanidade inteira.

Será a existência de alguns espinheiros a causa de nossos obstáculos insuperáveis?

Não. Se hoje é impossível a vindima (colheita das uvas), ataquemos o chão duro. Lavremos o solo árido. Adubemos com suor e lágrimas.

Haverá sempre chuvas fecundantes do Céu ou generosos mananciais (nascentes de água abundante) da Terra, abençoando-nos o esforço.

A Divina Providência reside em toda parte.

Não olvidemos (esqueçamos) o imperativo do trabalho e, depois, em lugar dos abrolhos, colheremos o fruto suave e doce da videira.

 

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 5: Bem aventurados os aflitos - Item 26 (Instruções dos Espíritos – Provas voluntárias. O verdadeiro cilício (martírio, tormento, sofrimento))

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Provas voluntárias. O verdadeiro cilício (martírio, tormento, sofrimento))

26. Perguntais se é licito (permitido) ao homem abrandar suas próprias provas. Essa questão equivale a esta outra: É lícito (permitido), àquele que se afoga, cuidar de salvar-se? Aquele em quem um espinho entrou, retirá-lo? Ao que está doente, chamar o médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em sofrer, sem murmurar, as consequências dos males que lhe não seja possível evitar, em perseverar na luta, em se não desesperar, se não é bem-sucedido; nunca, porém, numa negligência que seria mais preguiça do que virtude.

Essa questão dá lugar naturalmente a outra. Pois, se Jesus disse: "Bem-aventurados os aflitos", haverá mérito em procurar, alguém, aflições que lhe agravem as provas, por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito positivamente: sim, há grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo, porquanto é a caridade pelo sacrifício; não, quando os sofrimentos e as privações somente objetivam o bem daquele que a si mesmo as inflige, porque aí só há egoísmo por fanatismo.

Grande distinção (diferença) cumpre aqui se faça: pelo que vos respeita pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda e não lhes aumenteis o volume, já de si por vezes tão pesado; aceitá-las sem queixumes (lamentos) e com fé, eis tudo o que de vós exige ele. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações (penitencias, jejuns, etc) sem objetivo, pois que necessitais de todas as vossas forças para cumprirdes a vossa missão de trabalhar na Terra. Torturar e martirizar voluntariamente o vosso corpo é contravir (transgredir) a lei de Deus, que vos dá meios de o sustentar e fortalecer. Enfraquecê-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis, tal a lei. O abuso das melhores coisas tem a sua punição nas inevitáveis consequências que acarreta.

Muito diverso (diferente) é o que ocorre, quando o homem impõe a si próprio sofrimentos para o alívio do seu próximo. Se suportardes o frio e a fome para aquecer e alimentar alguém que precise ser aquecido e alimentado e se o vosso corpo disso se ressente, fazeis um sacrifício que Deus abençoa. Vós que deixais os vossos aposentos perfumados para irdes à mansarda (casa pobre) infecta levar a consolação; vós que sujais as mãos delicadas pensando chagas; vós que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que apenas é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que despendeis a vossa saúde na prática das boas obras, tendes em tudo isso o vosso cilício, verdadeiro e abençoado cilício, visto que os gozos do mundo não vos secaram o coração, que não adormecestes no seio das volúpias (prazeres) enervantes da riqueza, antes vos constituístes anjos consoladores dos pobres deserdados.

Vós, porém, que vos retirais do mundo, para lhe evitar as seduções e viver no insulamento (isolado), que utilidade tendes na Terra? Onde a vossa coragem nas provações, uma vez que fugis à luta e desertais do combate? Se quereis um cilício, aplicai-o às vossas almas e não aos vossos corpos; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai (chicoteie) o vosso orgulho, recebei sem murmurar as humilhações; flagiciai (insulte) o vosso amor-próprio; enrijai-vos (endureçai-vos) contra a dor da injúria e da calúnia, mais pungente (angustiante) do que a dor física. Aí tendes o verdadeiro cilício cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus. Um anjo guardião. (Paris, 1863.)

 

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento:


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