sexta-feira, 6 de março de 2026

Evangelho no lar Nº 24: Cap 4 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 24 e 25 (Instruções dos Espíritos: Limites da encarnação – Necessidade da encarnação)

Auxílio ao Evangelho no lar, com estudo do Capítulo 4 do Evangelho segundo o espiritismo - Capítulo 4 (ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo), itens 24 e 25 (Instruções dos Espíritos: Limites da encarnação – Necessidade da encarnação)




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1ª parte: Prece de abertura

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 20 –A marcha (Livro “Pão Nosso”, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

"Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte." Jesus. (Lucas, 13.33.)

Importa seguir sempre, em busca da edificação (evolução) espiritual definitiva. Indispensável caminhar, vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e dificuldades em degraus de ascensão (progresso).

Traçando o seu programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o esperava a derradeira glorificação pelo martírio (sofrimento). Podemos aplicar, porém, o ensinamento as nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos testemunhos redentores.

É imprescindível, todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição dos bens eternos.

Acreditam muitos que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo, conquistando posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões financeiras ao círculo pessoal.

Entretanto, não é isso.

Nesse particular, os chamados "homens de rotina" talvez detenham maiores probabilidades a seu favor.

A personalidade dominante, em situações efêmeras (temporárias, de curta duração), tem a marcha inçada (contaminada) de perigos, de responsabilidades complexas, de ameaças atrozes (cruéis). A sensação de altura aumenta a sensação de queda.

É preciso caminhar sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno das conquistas interiores.

Muitas vezes, certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem, para a Sabedoria Divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de fogos-fátuos (admiração da própria vaidade).

Que ninguém se engane nas estações de falso repouso.

Importa trabalhar, conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo, diariamente. Para fixarmos semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas, gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer.

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 4: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 24 e 25 (Instruções dos Espíritos: Limites da encarnação – Necessidade da encarnação.)

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Limites da encarnação

24. Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece (precisa) de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes (contratempos, mudanças). Em grau mais elevado, é diáfano (transparente, límpido) e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito (corpo espiritual). Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro (envoltório, corpo físico) apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito (corpo espiritual) passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo (puro), até à depuração (purificação) completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.

Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, do Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade (período entre 2 encarnações, com a pessoa estando desencarnada), é ele mais ou menos ditoso (feliz), livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado. S. Luís. (Paris, 1859.)

Necessidade da encarnação

25. É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios (objetivos) cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. E uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa, transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores (trabalhos). Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação (perseverança, persistência) que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. - S. Luís. (Paris, 1859.)

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Evangelho no lar Nº 23: Cap 4 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 21 ao 23 (A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe)

Auxílio ao Evangelho no lar, com estudo do Capítulo 4 do Evangelho segundo o espiritismo - Capítulo 4 (ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo), itens 21 ao 23 (A Reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe)




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1ª parte: Prece de abertura

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 56 – Renasce agora (Livro Fonte Viva, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

"Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus."- Jesus. (João, 3:3)

A própria Natureza apresenta preciosas lições, nesse particular. Sucedem-se (Passam) os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos. Dispondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no abençoado período de uma existência?

Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito (passado) os detritos (resíduos, lixos) e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento (envoltório, capa).        

Faze por ti mesmo, nos domínios da tua iniciativa pela aplicação da fraternidade real, o trabalho que a tua negligência (descuido, preguiça) atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores e amigos espirituais.

Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento.

Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.

Não é fácil quebrar antigos preceitos (conceitos) do mundo ou desenovelar (desenrolar) o coração, a favor daqueles que nos ferem. Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxicos da aversão (repulsão) é a nossa boa-vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.

Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário cogita (pensa na hipótese) em enriquecer as munições, mas se descemos à praça, desassombrados (sem medo, sem temores) e serenos, mostrando novas disposições na luta, a idéia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação de guerra.

Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão.

Alguém te não entende? Persevera (insista, persista) em demonstrar intentos mais nobres.

Deixa-te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.

Não olvides (esqueças) a assertiva (afirmação) do Mestre: - "Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus."

Renasce agora em teus propósitos, deliberações (determinações, julgamentos) e atitudes, trabalhando para superar os obstáculos que te cercam, alcançando a antecipação da vitória sobre a ti mesmo, no tempo...

Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã.

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 4: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 21 ao 23: A Reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

Itens 21 ao 23: A Reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

21. Vejamos agora as consequências da doutrina antireencarcionista (que não crê na reencarnação). Ela, necessariamente, anula a preexistência da alma. Sendo estas criadas ao mesmo tempo que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho a seu filho. A filiação das famílias fica assim reduzida à só filiação corporal, sem qualquer laço espiritual. Não há então motivo algum para quem quer que seja glorificar-se de haver tido por antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes (quem nasceu antes de determinada pessoa) e descendentes (quem nasceu depois de determinada pessoa) podem já se terem conhecido, vivido juntos, amado, e podem reunir-se mais tarde, a fim de apertarem entre si os laços de simpatia.

22. Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas (preceitos, pontos considerados como inquestionáveis) fundamentais que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente (definitivamente) determinada, após uma só existência. A fixação definitiva da sorte implica a cessação (fim, encerramento) de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno. Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntar-se, de forma que pais, mães e filhos, maridos e mulheres, irmãos, irmãs e amigos jamais podem estar certos de se verem novamente; é a ruptura (rompimento) absoluta dos laços de família.

Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no Espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal (lamaçal, atoleiro, "vícios") em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua (eterna) solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento (fortalecimento) dos laços de afeição.

23. Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:

1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista;

2ª, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta (Crença de que Deus e todo o universo são uma única e mesma coisa e que Deus não existe como um espírito separado);

3ª, a individualidade, com fixação (estabelecimento) definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;

4ª, a individualidade, com progressão infinita, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa (aos poucos, passo a passo), há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Evangelho no lar Nº 22: Cap 4 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 18 ao 20: A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

Auxílio ao Evangelho no lar, com estudo do Capítulo 4 do Evangelho segundo o espiritismo - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 18 ao 20 (A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe)




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1ª parte: Prece de abertura

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 156 – Parentes (Livro Fonte Viva, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.” - Paulo. (I Timóteo, 5:8)

A casualidade não se encontra nos laços da parentela.

Princípios sutis da Lei funcionam nas ligações consanguíneas.

Impelidos (impulsionados, obrigados) pelas causas do passado a reunir-nos no presente, é indispensável pagar com alegria os débitos que nos imanam (nos prendem) a alguns corações, a fim de que venhamos a solver (quitar) nossas dívidas para com a Humanidade.

Inútil é a fuga dos credores que respiram conosco sob o mesmo teto, porque o tempo nos aguardará implacável, constrangendo-nos (levando-nos) à liquidação (quitação) de todos os compromissos.

Temos companheiros de voz adocicada (doce, suave) e edificante (construtiva) na propaganda salvacionista, que se fazem verdadeiros trovões de intolerância na atmosfera caseira, acumulando energias desequilibradas em torno das próprias tarefas.

Sem dúvida, a equipe familiar no mundo nem sempre é um jardim de flores. Por vezes, é um espinheiro de preocupações e de angústias, reclamando-nos sacrifício. Contudo, embora necessitemos de firmeza nas atitudes para temperar a afetividade que nos é própria, jamais conseguiremos sanar as feridas do nosso ambiente particular com o chicote da violência ou com o emplastro (tratamento como se fosse insignificante) do desleixo.

Consoante (considerando) a advertência do Apóstolo, se nos falha o cuidado para com a própria família, estaremos negando a fé.

Os parentes são obras de amor que o Pai Compassivo nos deu a realizar. Ajudemo-los, através da cooperação e do carinho, atendendo aos desígnios da verdadeira fraternidade. Somente adestrando paciência e compreensão, tolerância e bondade, na praia estreita do lar, é que nos habilitaremos a servir com vitória, no mar alto das grandes experiências.

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 4: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 18 ao 20: A Reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

Itens 18 ao 20: A Reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.

No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição (afinidade), pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos (felizes) por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade (período onde os espíritos se encontram entre uma encarnação e outra, período inter-vidas), novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo (comum, de ambos) adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda (caminho) do aperfeiçoamento. Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca (de um pelo outro), pela razão mesma de que, mais depurada (melhorada, evoluída), não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua (comum, de ambos) estima (afeição, amizade, consideração) que os liga.

Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne (diz respeito) às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.

19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou. Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem (diminuem). E desse modo que se opera a fusão (mistura) das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.

20. O temor de que a parentela aumente indefinidamente, em consequência da reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai, que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas, tranquilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do fato de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objeto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título.

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento:


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Evangelho no lar Nº 21: Cap 4 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 14 ao 17: Ressurreição e Reencarnação

Auxílio ao Evangelho no lar, com estudo do Capítulo 4 do Evangelho segundo o espiritismo - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 14 ao 17: Ressurreição e Reencarnação



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1ª parte: Prece de abertura

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 158 - Transformação (Livro "Vinha de Luz" - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier)

"Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados." – Paulo (I Coríntios, 15:51)

Nos problemas da morte, as escolas cristãs, trabalhadas pelas cogitações (idéias, reflexões) teológicas (religiosas) de todos os tempos, erigiram (levantaram) teorias diversas, definindo a situação da criatura, após o desprendimento carnal. É justo que semelhante situação seja a mais diversificada possível. Ninguém penetra o círculo da vida terrena em processo absolutamente uniforme, como não existem fenômenos de desencarnação com analogia (semelhança, comparação) integral (total). Cada alma possui a sua porta de "entrada" e "saída", conforme as conquistas próprias.

Fala-se demasiadamente em zonas purgatoriais (região entre o céu e o inferno, para purificação das almas), em trevas exteriores, em regiões de sono psíquico.

Tudo isso efetivamente existe em plano grandioso e sublime (magnífico) que, por enquanto, transcende (ultrapassa, vai além) o limitado entendimento humano.

Todos os que se abeberam (beberam, abasteceram) nas fontes puras da verdade, com o Cristo, devem guardar sempre o otimismo e a confiança.

"Nem todos dormiremos" - diz Paulo. Isto significa que nem todas as criaturas caminharão às tontas, nas regiões mentais da semi-inconsciência, nem todas serão arrebatadas a esferas purgatoriais e, ainda que tais ocorrências sucedessem, ouçamos, ainda, o abnegado amigo do Evangelho, quando nos assevera (afirma) - "mas todos seremos transformados".

Paulo não promete sofrimento inesgotável nem repouso sem-fim. Promete transformação.

Ninguém parte ao chamado da Vida Eterna senão para transformar-se.

Morte do corpo é crescimento espiritual.

O túmulo numa esfera é berço em outra.

E, como a função da vida é renovar para a perfeição, transformemo-nos para o bem, desde hoje.

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 4: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 14 ao 17: Ressurreição e Reencarnação

Itens 14 ao 17: Ressurreição e Reencarnação

14. Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha mutação (mudança, transformação). (JOB, cap. XIV, v. 10,14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)

Quando o homem morre, perde toda a sua força, expira (termina). Depois, onde está ele? -Se o homem morre, viverá de novo? Esperarei todos os dias de meu combate, até que venha alguma mutação (transformação)? (ID. Tradução protestante de Osterwald.)

Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)

15. Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que Job haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele, de certo, não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita (clara), se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei (retornarei).".

"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que se dê a minha mutação." Job, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei." Job como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.

16. Não há, pois, duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, porém, suas palavras, quando forem meditadas (refletidas, pensadas) sem idéias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros.

17. A essa autoridade, do ponto de vista religioso, se adita (acrescenta), do ponto de vista filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como de necessidade absoluta, como condição inerente (ligada, conectada, característica) à Humanidade; numa palavra: como lei da Natureza. Pelos seus resultados, ela se evidencia, de modo, por assim dizer, material, da mesma forma que o motor oculto se revela pelo movimento. Só ela pode dizer ao homem donde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as anomalias (anormalidades) e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta. (1)

(1) Veja-se, para os desenvolvimentos do dogma (ponto fundamental ou mais importante de uma doutrina religiosa, algo inquestionável) da reencarnação, O Livro dos Espíritos, caps. IV e V; O que é o Espiritismo, cap. II, por Allan Kardec; Pluralidade das Existências, por PEZZANI.

Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações. Está nesse princípio a chave que lhes restituirá o sentido verdadeiro.

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento:

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Evangelho no lar Nº 20: Cap 4 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 10 ao 13: Ressurreição e Reencarnação

Auxílio ao Evangelho no lar, com estudo do Capítulo 4 do Evangelho segundo o Espiritismo - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 10 ao 13: Ressurreição e Reencarnação


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Fundamos desde 2018 o Centro Espírita AMOR PERDÃO E FÉ no Rio de Janeiro, bairro Campo Grande. Rua Domingos do Couto, 49.  Oferecemos o Tratamento Espiritual juntamente com as sessões de terapia gratuita.
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1ª parte: Prece de abertura

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 56 - Renasce agora (Livro "Fonte viva" - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier)

"Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus."- Jesus. (João, 3:3)

A própria Natureza apresenta preciosas lições, nesse particular. Sucedem-se (passam) os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos. Dispondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no abençoado período de uma existência?

Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito (passado) os detritos (resíduos, lixos) e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento (envoltório, capa).        

Faze por ti mesmo, nos domínios da tua iniciativa pela aplicação da fraternidade real, o trabalho que a tua negligência (descuido, preguiça) atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores e amigos espirituais.

Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento.

Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.

Não é fácil quebrar antigos preceitos (conceitos) do mundo ou desenovelar (desenrolar) o coração, a favor daqueles que nos ferem. Entretanto, o melhor antídoto (remédio) contra os tóxicos da aversão (repulsão) é a nossa boa-vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.

Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário cogita (pensa na hipótese) em enriquecer as munições, mas se descemos à praça, desassombrados (sem medo, sem temores) e serenos, mostrando novas disposições na luta, a idéia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação de guerra.

Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão.

Alguém te não entende? Persevera (insista, persista) em demonstrar intentos mais nobres.

Deixa-te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.

Não olvides (esqueças) a assertiva (afirmação) do Mestre: - "Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus."

Renasce agora em teus propósitos (objetivos), deliberações (determinações, julgamentos) e atitudes, trabalhando para superar os obstáculos que te cercam, alcançando a antecipação da vitória sobre a ti mesmo, no tempo...

Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã.

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 4: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 10 ao 13: Ressurreição e Reencarnação

Itens 10 ao 13: Ressurreição e Reencarnação

10. Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 12 a 15.)

11. Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico (misterioso, simbólico), o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco (erro, falha): ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: É uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude (se refere) à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão (citação) à violência da lei moisaica (leis de Moisés), que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura (suavidade, calma, ternura).

E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

12. Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes. (ISAÍAS, cap. XXVI, v. 19.)

13. É também muito explícita (clara) esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: Viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso (contradição), pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão.

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Evangelho no lar Nº 19: Cap 4 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 8 e 9: Ressurreição e Reencarnação

Auxílio ao Evangelho no lar, com estudo do Capítulo 4 do Evangelho segundo o espiritismo - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 8 e 9: Ressurreição e Reencarnação


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1ª parte: Prece de abertura

2ª parte: Leitura da página de preparo:

Página de preparo: Cap 136 - Coisas terrestres e celestiais (Livro "Caminho, verdade e vida" - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier)

“Se vos tenho falado de coisas terrestres, e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais? — Jesus. (JOÃO, 3:12.)

No intercâmbio com o mundo espiritual, é frequente a reclamação de certos estudiosos, relativamente à ausência de informações das entidades (seres espirituais) comunicantes, no que se refere às particularidades alusivas (referentes, que dizem sobre) às atividades em que se movimentam.

Por que não se fazem mais explícitos (claros) os desencarnados quanto ao novo gênero (tipo) de vida a que foram chamados? Como serão suas cidades, suas casas, seus processos de relações comuns? Através de que meios se organizam hierarquicamente? Terão governos nos moldes terrestres?

Indagam outros, relativamente às razões pelas quais os cientistas libertos do plano físico não voltam aos antigos centros de pesquisas e realizações, vulgarizando (tornando popular, tornando conhecido) métodos de cura para as chamadas moléstias (doenças) incuráveis ou revelando invenções novas que acelerem o progresso mundial.

São esses os argumentos apressados da preguiça humana.

Se os Espíritos comunicantes têm tratado quase que somente do material existente em torno das próprias criaturas terrenas, num curso metódico de introdução a tarefas mais altas e ainda não puderam ser integralmente ouvidos, que viria a acontecer se esquecessem compromissos graves, dando-se ao gosto de comentários prematuros?

É necessário compreenda o homem que Deus concede os auxílios; entretanto, cada Espírito é obrigado a talhar (fazer, trabalhar, construir) a própria glória. A grande tarefa do mundo espiritual, em seu mecanismo de relações com os homens encarnados, não é a de trazer conhecimentos sensacionais e extemporâneos, mas a de ensinar os homens a ler os sinais divinos que a vida terrestre contém em si mesma, iluminando-lhes a marcha para a espiritualidade superior.

3ª parte: Estudo do Evangelho:

Capítulo 4: Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo - Itens 8 e 9: Ressurreição e Reencarnação

Itens 8 e 9: Ressurreição e Reencarnação

8. Para se apanhar o verdadeiro sentido dessas palavras, cumpre também se atente na significação do termo água que ali não fora empregado na acepção (conceito, definição) que lhe é própria.

Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas. Eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Gênese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre as águas; - Que o firmamento seja feito no meio das águas; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido; -Que as águas produzam animais vivos que nadem na água e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento (céu)."

Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam pois: "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma." E nesse sentido que a principio as compreenderam.

Tal interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste.

9. O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai: pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção (conceito) - "não sabes donde ele vem, nem para onde vai - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que se lhe conheceria o começo. Como quer que seja, essa passagem consagra (confirma) o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.

4ª parte: Prece pelas pessoas queridas, amigos ou inimigos, encarnados ou desencarnados:

5ª parte: Fluidificação da água:

6ª parte: Prece de encerramento: